Terapia Crânio Sacral
Publicada em: 31/05/2005
O VALOR DA TERAPIA CRANIO SACRAL Estamos familiarizados com os ritmos respiratório e o cardiovascular. Assim como eles, outro ritmo do nosso corpo influencia muitas funções no nosso organismo - o sistema craniosacral. Uma falta de equilíbrio nesse sistema pode causar danos ao desenvolvimento do cérebro e da medula, o que pode resultar em disfunções sensoriais, motoras ou neurológicas. O sistema craniosacral é um sistema fisiológico que existe não apenas no homem, mas em todos os animais que possuem cérebro e medula. Sua formação começa no útero, e sua função dura até a morte. O sistema craniosacral é constituído por membranas e o líquido cerebro-espinhal, o qual envolve e protege o cérebro e a medula. O sistema se estende do cranium (osso do crânio, faces e boca) até o sacrum (coccix). Em quase 25 anos, o médico osteopata e cirurgião Dr. John Upledger tem sido o principal incentivador no uso do sistema craniosacral para avaliar e ajudar no alívio de dores e disfunções. Sua pesquisa e trabalho clínico com o ritmo craniosacral levaram-no a desenvolver uma terapia de toques (leves), o qual tem sido eficiente em casos de disfunções mal compreendidas, dores crônicas, baixa vitalidade e infecções recorrentes. O efeito positivo da Terapia CranioSacral está em grande parte ligado a capacidade de cada um nas atividades fisiológicas de autocorreção. Com toques leves o terapeuta é capaz de interferir nas forças hidráulicas inerentes ao sistema craniosacral, melhorando dessa forma a situação do organismo. Por sua influência em muitas funções do organismo, a Terapia CranioSacral é utilizada hoje por uma larga variedade de profissionais da saúde tais como osteopatas, dentistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, acumpunturistas e terapeutas corporais em geral. COMO A TERAPIA CRANIOSACRAL PODE AJUDAR VOCÊ ? A terapia CranioSacral incentiva os mecanismos naturais do corpo de forma a melhorar o funcionamento do cérebro e da medula, elimina os efeitos negativos do stress, e aumenta seu bem-estar e sua capacidade imunológica. COMO É FEITA A TERAPIA CRANIOSACRAL ? A terapia CranioSacral é suave. Raramente o terapeuta aplica uma pressão no toque que ultrapasse 5 gramas, ou seja o peso equivalente de uma pequena moeda. Por mais inacreditável que pareça os efeitos positivos dessa suave aplicação são notáveis. Em essência, a Terapia CranioSacral trabalha com os ritmos naturais e individuais dos diferentes sistemas do organismo, para estabelecer e corrigir a fonte dos problemas. Isto exige um toque sensível e não uma mão pesada. Terapeutas treinadas são capazes de testar/sentir o movimento do sistema craniosacral em qualquer parte do corpo de uma pessoa. Informações importantes podem ser adquiridas rapidamente com relação ao grau, amplitude, simetria e qualidade do movimento craniosacral. As regiões do sistema craniosacral que podem ser mais facilmente apalpadas são os ossos do crânio e do coccix, porque estão ligadas à membrana que envolve o fluído cerebro-espinhal. Esse fluído é filtrado no sangue em um ciclo contínuo e dinâmico. A pressão sobe quando a quantidade de fluído cérebro espinhal aumenta, inundando o cérebro e a medula da mesma maneira como funciona um sistema hidraulico semi fechado. Quando o fluído se desloca - normalmente a uma velocidade de 6 a 12 ciclos por minuto - as membranas que contém o fluído se movem. A apalpação é também possível em outros ossos da espinha e da pélvis. No entanto, devido ao seu efeito menos direto no sistema hidráulico, fica mais difícil detectar o movimento. O mesmo se aplica aos ossos da face e as articulações temporo-mandibulares. QUAL A ORIGEM DO SISTEMA CRANIOSACRAL E SUA TERAPIA ? Apesar da existência dos ritmos cardiovasculares e respiratórios não estar em discussão hoje em dia, o debate em torno de sua importância sempre existiu, no mundo todo, por séculos. Ainda hoje, tratamentos para doenças ligadas a esses sistemas continuam tão diferentes quando as doenças e a diversidade de especialistas. A história da descoberta do sistema craniosacral é muito recente. Por volta de 1900 o estudante de osteopatia, em Kirksville, Missouri, Dr. William G. Sustherland foi surpreendido por uma idéia. Ele percebeu que os ossos do crânio eram desenhados de tal forma a permitir movimento em relação uns outros. Por mais de 20 anos ele estudou a possibilidade de movimento nos ossos do crânio adulto. Fez experiências com seu próprio crânio, utilizando-se de aparelhos, como capacetes, de forma a exercer diversas pressões em variadas partes de sua cabeça. Sua esposa manteve um relatório sobre as mudanças de personalidade que ocorreram com ele durante as diversas e variadas aplicações de pressão. Ele descreveu dores, problemas de coordenação motora, etc.., conforme cada tipo de pressão. No começo dos anos 30, sob pseudônimo, ele publicou seu primeiro artigo sobre esse trabalho no Minnesota Ostheopatic Journal. Baseado em suas experiências, ele desenvolveu um sistema de exame e tratamento para os ossos do crânio. Dr. Sutherland pacientemente obteve sucesso ao organizar um pequeno grupo de osteopatas que estudaram com ele seu trabalho. Seu sistema tornou-se conhecido como Osteopatia Cranial. Por se saber muito pouco como este funcionava, e porque algumas vezes os resultados com pacientes pareceram milagrosos, o sistema de Sutherland adquiriu uma reputação de esotérico. Em 1970, durante uma cirurgia no pescoço de um paciente, Dr. Upledger sentiu o movimento rítmico de uma membrana semelhante hidráulico. Nem seus colegas, nem textos médicos, forneceram qualquer explicações para sua observação: a dura mater, a mais externa camada da membrana meníngica no pescoço, movia-se para dentro e para fora, a aproximadamente 10 ciclos por minuto. Ele concluiu que a pressão dentro do envoltório da membrana oscila ritmicamente. Dois anos mais tarde Dr. Upledger assistiu a um seminário que explicava as idéias de Sutherland e ensinava um pouco de sua técnica de exame e tratamento. Aliando uma grande sensibilidade ao seu conhecimento científico o Dr. Upledger rapidamente entendeu como funcionaria o sistema hidráulico dentro do envoltório da membrana encontrada no cérebro e na medula. Ele desenvolveu e melhorou as técnicas de Sutherland com grande sucesso. Em 1975, ele foi convidado a entrar para o Osteopathic College da Universidade Estadual de Michigan, na posição de médico pesquisador e professor de departamento de biomecânica. Ele chefiou uma equipe de pesquisa interdisciplinar composta por anatomistas, fisiologistas, biofísicos e bio-engenheiros, de forma a estabelecer a base científica para o sistema craniosacral. Essa equipe foi capaz de explicar, em termos práticos e científicos, as funções do sistema craniosacral. Eles puderam também mostrar como o sistema pode ser utilizado para aliviar disfunções que envolvam o cérebro e a medula, e uma série de outros problemas de saúde que antes permaneciam mal compreendidos. Nas últimas duas décadas desde sua pesquisa inicial, o Dr. Upledger escreveu três livros, que explicam o funcionamento do sistema craniosacral em detalhes. CranioSacral Therapy, CranioSacral Therapy ll: Beyond the Dura e Somato-Emotional Release and Beyond. Em 1985, ele fundou o Instituto Upledger, um centro de pesquisa e tratamento. Desde então milhares de profissionais de saúde tem estudado o valor terapêutico do sistema craniosacral. O Dr. Upledger escreveu também um livro destinado a leigos, chamado Your Inner Physician and You, onde ele explica a descoberta do sistema craniosacral. Estes dados foram extraídos de um folder distribuído pelo Instituto Upledger, que tem sua clínica em Palm Beach Gardens na Florida.
|