As afasias são desordens que incapacitam o sujeito a interpretar e ou formular símbolos da linguagem. Isto acontece quando uma pessoa apresenta alterações no funcionamento cerebral. Essas alterações podem se dar por diferentes patologias, entre elas, as mais freqüentes, são: o AVC (acidente vascular cerebral), TCE (traumatismo crânio encefálico), tumores cerebrais, aneurisma, entre outras. O mais indicado, no caso da pessoa apresentar uma seqüela neurológica, é procurar uma equipe multidisciplinar de reabilitação. No caso das afasias quem vai avaliar e tratar é o fonoaudiólogo. Como já dissemos, o nome afasia quer dizer que a pessoa tem dificuldades quanto à comunicação, mas esses déficits variam segundo o local da lesão. Podemos dividir as afasias de acordo com o distúrbio apresentado e a área afetada. As principais diferenças das afasias são: Afasia de emissão ou de Broca - A pessoa vai ter sua maior dificuldade na expressão, isto é, vai apresentar muitas alterações na fala. Dizemos que o sujeito não é fluente, mas sua compreensão está preservada. De modo geral, ele entende, mas não fala. Afasia de compreensão ou de Wernicke - A pessoa é fluente, consegue falar, mas o que está comprometido é a capacidade de entender. As mensagens que tentamos passar não são recebidas. Afasia Global - Como o próprio nome diz, abrange tanto a capacidade de emissão quanto à da compreensão. Os pacientes não falam, não escrevem e a compreensão também é atingida. afasia é, por definição, uma desordem dos mecanismos psico-sensorial-motores que intervêm na percepção e expressão da linguagem e que se elaboram em uma região limitada do hemisfério dominante ( Alajouanine). O termo afasia não engloba todas as dificuldades da linguagem, por esse motivo é necessário fazer uma avaliação completa para conseguirmos saber quais são todas as dificuldades do paciente. Pois, além da capacidade de falar e compreender, temos também as agrafias (não escrever), alexia (não ler), apraxia (dificuldade na coordenação do movimento) e outros transtornos que devem ser avaliados. Márcia Regina L. Figliuolo Fonoaudióloga |